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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Empresa dona do aplicativo 99 deve ressarcir motorista que teve carro roubado e destruído

Empresa dona do aplicativo 99 deve ressarcir motorista que teve carro roubado e destruído

Postado em 14 de maio de 2019 \ 0 comentários
A empresa 99 Tecnologia Ltda. – dona do aplicativo de transporte 99 – deverá ressarcir motorista que teve carro roubado ao realizar corrida pelo app. Os ladrões também bateram o veículo que teve perda total. Decisão é do juiz de Direito Gustavo Coube de Carvalho, da 5ª vara Cível de SP.

Consta nos autos que o motorista atendeu chamada para uma corrida e, ao chegar ao destino, os usuários anunciaram o assalto. Os ladrões levaram o veículo e, pouco tempo depois, o motorista foi informado pela polícia que o carro havia sido encontrado colidido, o que resultou em sua perda total. Em virtude disso, o motorista ajuizou ação contra a empresa, requerendo indenização pelos danos materiais decorrentes do roubo e da destruição do veículo.

O magistrado ponderou que a responsabilidade da ré no caso decorre da previsão do artigo 927 do Código Civil, já que o dano concretizou risco inerente à atividade econômica que desenvolve. Para o juiz, mesmo sabendo da violência que se passa na cidade, ainda assim, a ré decidiu atuar no mercado de transporte por aplicativos, “aproximando pessoas desconhecidas para realização de viagens a locais potencialmente inseguros”.

“A plataforma tem inúmeras ferramentas que poderiam, senão evitar completamente, ao menos reduzir o risco de crimes praticados por passageiros. Aceitar somente pagamento via cartão bancário e restringir a atuação dos motoristas a áreas de menor risco são dois exemplos.”

O juiz entendeu que a alegação da ré de que o autor teria dado causa ao dano por não contratar seguro para seu veículo não convence. Para ele, o proprietário poderia ter contratado o seguro, mas a empresa ré também poderia ter exigido e incentivado tal contratação por seus motoristas. “Como não o fez, não pode se eximir de responsabilidade com base em igual omissão do parceiro.”

Assim, condenou a 99 a restituir o montante de R$ 36,2 mil ao motorista. A advogada Roberta da Conceição Morais patrocinou o motorista na causa.

Fonte: Migalhas / Nação Juridica

Consumidora será indenizada por queda em rampa de supermercado na cidade de Criciúma

Consumidora será indenizada por queda em rampa de supermercado na cidade de Criciúma

Publicado em 14/05/2019
Uma consumidora que caiu na rampa de um supermercado em Criciúma, por conta das más condições de manutenção, será indenizada em R$ 5 mil. A decisão é da juíza Alessandra Meneghetti, titular da 3ª Vara Cível da comarca de Criciúma. O fato aconteceu em outubro de 2014, quando a mulher escorregou na rampa de acesso ao estacionamento, que estava lisa e sem atrito, o que causou fratura no punho esquerdo. Além do trauma, o fato teria causado constrangimento à vítima por ter sido presenciado por outras pessoas.
A autora argumentou nos autos, com confirmação pela ré, que após o ocorrido foram colocadas fitas protetoras na rampa para evitar futuros "imprevistos com clientes", e posteriormente o piso da rampa foi modificado "com adequação para novo basalto". Na época, o Ministério Público também instaurou inquérito civil para apurar as irregularidades no estabelecimento, mas a ação foi arquivada com a regularização da estrutura. O supermercado foi condenado a indenizar a cliente com juros e correção monetária a partir da data do acidente. Cabe recurso ao TJ (Processo n. 0304057-94.2014.8.24.0020).
Fonte: TJSC - Tribunal de Justiça de Santa Catarina - 13/05/2019

Mais Médicos abre novo edital com 2 mil vagas

Mais Médicos abre novo edital com 2 mil vagas

Publicado em 14/05/2019
Objetivo é contratar profissionais para 790 municípios considerados vulneráveis. Edital é o segundo lançado pela pasta após saída de Cuba do programa.

O Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (13) um novo edital do Programa Mais Médicos. O objetivo é contratar 2.000 médicos que devem atuar em 790 municípios considerados carentes ou de difícil acesso, onde vivem cerca de 6 milhões de pessoas.
Os profissionais com registro profissional brasileiro devem se inscrever entre os dias 27 e 29 de maio no site do programa. Caso haja vagas remanescentes, as oportunidades serão estendidas, em um segundo chamamento público, aos profissionais brasileiros formados em outros países e que já tenham habilitação para o exercício da medicina no exterior.
O edital é o segundo lançado pela pasta desde a saída de Cuba do programa, anunciada em novembro de 2018. O primeiro foi aberto ainda em novembro do ano passado para preencher as 8.517 vagas deixadas pelos cubanos no programa. No total, 7.120 vagas foram preenchidas por brasileiros formados no Brasil. Na segunda fase, lançada em dezembro, as vagas remanescentes foram oferecidas a médicos formados no exterior.
Dentre os médicos selecionados no primeiro edital, 1.052 desistiram do programa entre janeiro e março de 2019. O número representa 15% das vagas preenchidas por médicos brasileiros após a saída de Cuba.
O ministério não anunciou, até o momento, quantos médicos selecionados no edital de novembro e dezembro desistiram do programa após o mês de março. Também não há dados de quantos médicos formados no exterior abandonaram o programa após a fase de acolhimento obrigatória, da qual participaram 1.400 profissionais.

Novo edital

Os médicos selecionados pelo edital desta segunda-feira (13) devem começar a atuar em junho nos 790 municípios, especialmente em áreas com dificuldade de acesso, como comunidades ribeirinhas, fluviais, quilombolas e indígenas.
Segundo a pasta, no novo edital foram estabelecidos critérios de classificação para "garantir a seleção de profissionais qualificados, preferencialmente com perfil de atendimento para a Atenção Primária." Serão avaliados títulos de especialista ou residência médica em Medicina da Família e Comunidade.

Outra novidade é que toda a documentação deverá ser enviada ao Ministério da Saúde, pela Internet já no ato de inscrição. "Essa mudança garante que apenas profissionais já habilitados participem do chamamento público, o que contribuirá para otimizar tempo e recurso", explica o ministério em nota.
Fonte: G1 - 13/05/2019

O drama de 1,4 milhão de brasileiros na fila do INSS que ninguém vê

O drama de 1,4 milhão de brasileiros na fila do INSS que ninguém vê

Publicado em 14/05/2019
Governo tem levado, em média, 135 dias para dar resposta a pedidos por benefícios e aposentadorias - o triplo do prazo fixado em lei; atrasos em 'âmbito nacional' levaram defensoria pública da união a apresentar ação civil pública contra órgão.

Três números não saem da cabeça da desempregada Josilene Batista. Os 30 dias que se passaram desde que ficou viúva, os R$ 400 que precisa para comprar remédio todo mês, e os mais de 100 dias de espera por uma decisão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A espera de Josilene pela resposta do governo já dura mais que o dobro dos 45 dias previstos em lei como o limite para o INSS dar uma resposta.
Esse prazo deveria ser contado desde a data de entrega dos documentos para pedir a aposentadoria ou outro benefício até o primeiro pagamento.
Quando avalia que alguém não cumpre os requisitos, o INSS, claro, pode recusar o pedido ao benefício. Mas hoje o problema tem começado antes mesmo de uma possível negativa.
As antigas filas quilométricas nas portas das agências se tornaram uma espécie de fila virtual de pessoas que simplesmente aguardam um "sim" ou um "não" do INSS.
É por isso que a demora que Josilene enfrenta não é uma exceção. O tempo médio de espera está hoje em 135 dias - o triplo do prazo estabelecido pela lei, segundo dados do próprio órgão.

Dos 2,2 milhões de pedidos em análise pelo INSS hoje, 1,4 milhão já estão atrasados. São casos que envolvem diversos benefícios, como aposentadoria por idade, por tempo de contribuição, auxílio-doença, aposentadoria rural, entre outros.

O pedido de Josilene, feito em janeiro, foi para receber o benefício assistencial pago a idosos ou pessoas com deficiência em condição de pobreza, o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Ele tem valor de um salário mínimo (R$ 998) e, diferente da aposentadoria, não dá direito a 13º e não deixa pensão para os dependentes.
Para ter direito a ele, é preciso provar que a renda familiar por pessoa é de até um quarto do salário mínimo (menos de R$ 250). Além disso, como ainda não chegou aos 65 anos para ser considerada idosa, Josilene tem que provar impedimentos (físicos, mentais, intelectuais ou sensoriais) para cumprir suas atividades.

Com 51 anos, diabetes, hipertensão e apenas 20% da visão no olho esquerdo, ela conta que tem tido dificuldade até para caminhar sozinha. A última vez que Josilene trabalhou foi em um frigorífico, até 2016.
"Ninguém quer uma pessoa assim para trabalhar. Eu não consigo emprego por causa dos problemas de saúde do momento. Eu realmente espero melhorar, e aí eu posso voltar a trabalhar", diz.
Enquanto não consegue trabalhar, os R$ 89 do Bolsa Família são a única renda de Josilene, que mora na cidade de Caruaru, em Pernambuco.
O problema é que, só para comprar os remédios, ela precisa de R$ 400. São medicamentos para o "coração", como ela explica, e a insulina, já que o tipo que ela usa não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
"A gente deixa de comprar alguma coisa de comida pra comprar a medicação", diz ela, que tem precisado de ajuda financeira da filha.

A situação ficou mais difícil depois da morte do marido, Joseildo Barbosa, no começo deste ano, depois de ter tomado doses altas de remédios psiquiátricos. Eles ficaram juntos por 35 anos.
"Ele se desesperou, tomou grande quantidade de remédio e terminou falecendo por falta de socorro médico. Eu tenho todos os laudos dele, da esquizofrenia. Ele também tinha pedido benefício ao INSS, mas tinha tudo negado, mesmo tendo direito."

Josilene se mudou para a casa do filho, Josino Batista, de 32 anos.
"Depois que meu marido faleceu, o único jeito de sobreviver foi vir morar com ele. É que R$ 89 não dá pra alugar nem um quarto, imagina uma casinha."
Quando Josilene disse que pretendia voltar ao mercado de trabalho, a BBC News Brasil perguntou quais são os planos dela.
"Eu faço qualquer tipo de serviço, não dá pra escolher muito. Eu não tenho formação de computador, nada disso. Mas eu aprendo. Eu estou no mundo é pra aprender. Mas eu preciso de saúde."

Como a fila presencial virou uma fila eletrônica

O presidente do INSS, Renato Vieira, disse, em entrevista à BBC News Brasil, que o órgão investiu muito, nos últimos anos, em melhorar o atendimento ao público. Isso, contudo, não veio acompanhado de investimento, na mesma medida, no processo de avaliar os pedidos de benefícios.
"Surtiu resultado e filas sumiram, mas passados dez anos esses avanços se perderam pelo aumento da demanda e perda de capacidade operacional. Esse represamento do atendimento voltou a acontecer, mas nas filas eletrônicas", afirmou.
Por volta de 2005, para atacar a dificuldade de o público conseguir marcar atendimento no INSS, ele diz que foram tomadas medidas como a criação de uma diretoria de atendimento, a expansão do número de agências e melhorias no sistema de atendimento pelo telefone.
Hoje, segundo Vieira, uma pessoa espera, em média, 14 dias entre a data do agendamento e o atendimento em si.
"No passado, a porta de entrada era do tamanho da porta de saída. O ritmo era o mesmo. Com todas essas medidas, a porta de entrada foi ampliada, e a de saída, não."
O antecessor de Vieira no cargo, Edison Garcia, atribuía o problema de acúmulo de processos não só à "metodologia" do trabalho, mas também à falta de funcionários.

Em setembro do ano passado, quando Garcia chefiava o órgão, o problema já existia: eram 720 mil pessoas com pedidos em atraso. Cerca de um semestre depois, o número dobrou.

Procurador federal da Advocacia-Geral da União que tomou posse como presidente do INSS em janeiro deste ano, Vieira diz que não dá para "colocar a responsabilidade e a solução apenas no serviço público".

"Não podemos nos tornar dependentes de forma analógica de trabalho. Se o INSS continuar fazendo o que já faz, com a mesma metodologia analógica, vamos ter que repor, duplicar e triplicar (a quantidade de funcionários). Não dá pra fazer trabalho manual de processo por processo. Precisamos de novas formas efetivas de trabalhar", disse.

Problema de norte a sul

A defensora pública federal no Paraná Carolina Balbinott Bunhak, que acompanha de perto casos de atraso na resposta do governo, diz que a demora do INSS tem se agravado nos últimos dois anos.
"A Defensoria Pública da União recebe demandas de norte a sul do país para atuação em razão da demora do INSS. Não são agências ou casos isolados, é uma situação de âmbito nacional", disse.
A defensoria presta assistência, de forma gratuita, aos cidadãos que não têm condição de pagar pelo auxílio de um advogado.

Além de atuar caso a caso, a defensoria também trabalha de forma coletiva. O problema tem se mostrado tão grande que a DPU apresentou, em 2018, ação civil pública contra o INSS devido à demora generalizada nas respostas. Em decisão no fim de março, a justiça determinou que o INSS apresente a situação nacional e atualizada sobre os prazos de análise dos benefícios.
"O efeito dessa demora é a dificuldade de subsistência de milhares de famílias. Os mais pobres usualmente sofrem mais com essa demora", aponta Carolina, defensora pública federal desde 2015.
Há situações em que o prazo do INSS, que deveria ser de 45 dias, chega a um ano, segundo ela.
"Há diversos casos que a demora para análise de benefício assistencial chega a aproximadamente um ano, sendo que ouvimos relatos das dificuldades até para alimentação e condições mínimas de sobrevivência nesse tempo, por vezes dependendo de parentes ou solidariedade de terceiros."

As três apostas do INSS para resolver o problema

Renato Vieira disse que quer acabar com esse estoque de pedidos atrasados e que o INSS trabalha em várias frentes para resolver o problema. A primeira aposta é a medida provisória que prevê o pagamento de bônus a servidores do INSS para agilizar a análise dos processos.

O texto, que teve o conteúdo antecipado pela BBC News Brasil, foi divulgado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro em janeiro.
O INSS espera que isso dê vazão aos processos acumulados, mas depende do Congresso Nacional. Embora medidas provisórias tenham força de lei quando são publicadas, esse ponto, especificamente, depende de alteração nas leis orçamentárias para sair do papel.
Além disso, o presidente do INSS diz que quer, até o fim de 2019, ampliar o número de concessões automáticas para benefícios como aposentadoria por tempo de contribuição, por idade e para o salário maternidade. A ideia é que, por meio de aplicativo, em 60 segundos, o segurado receba a confirmação do pedido.

A terceira medida, segundo Vieira, é implantar o sistema de teletrabalho (trabalho remoto) para grupos de funcionários do INSS. A condição é que a produtividade desses servidores aumente em 30% em relação ao que seria exigido na unidade física.

Mais pobres, mais prejudicados

Enquanto o INSS não resolve o problema, o atraso já tem reflexos no balanço anual da Previdência Social, especialmente nos benefícios para o público mais pobre.
Ao mesmo tempo em que o próprio governo diz que a tendência é que mais gente precise dos benefícios do INSS, caiu em 2018 a concessão de aposentadoria rural e do BPC.

O governo concedeu 312,4 mil novos BPC no ano passado - menos que os 325,4 mil de 2017. Na aposentadoria rural, a concessão caiu de 891,1 mil para 855,2 mil no mesmo período. Os dados são do Resultado do Regime Geral da Previdência Social.

Na comparação com os dados anuais desde 2010, as concessões do BPC e de benefícios rurais só não foram menores que em 2015 - quando houve uma grande greve de funcionários do INSS, que afetou o fluxo de análise dos benefícios.
A concessão de benefícios ao público urbano, por outro lado, apresentou aumento de 3,7 milhões em 2017 para 3,9 milhões em 2018.
Renato Vieira rechaça a possibilidade de o represamento ser um instrumento do INSS para controlar a concessão de novos benefícios e, portanto, limitar novos gastos.
"É uma lenda urbana que o INSS aumenta indeferimento para controlar contas públicas. O represamento não foi decorrente de política pública voltada ao represamento. Isso seria perverso."
O atraso nas respostas, além de impactar a vida de quem espera a aposentadoria, também afeta os gastos do governo. O INSS precisa pagar os benefícios em atraso com correção monetária.
Em 2018, foram gastos R$ 195 milhões só com essas correções monetárias. Neste ano, até abril, a despesa supera R$ 63 milhões.

A defensora pública Carolina Balbinott Bunhak destaca, contudo, que a correção não compensa as dificuldades financeiras das famílias que esperam meses por uma resposta.
"O que vemos é que as dificuldades financeiras vivenciadas pelos requerentes não são compensadas. Muitas famílias geram endividamento nesse período ou até mesmo apresentam dificuldade de subsistência, que não são imediatamente retomadas com o pagamento dos atrasados corrigidos monetariamente", afirmou.
Há seis meses, Fabiane Ribeiro Ramos, de 32 anos, espera resposta do INSS sobre o pedido de benefício assistencial para a filha de 4 anos, Ana Vitória, que tem autismo moderado.
"Esse tempo esperando tá sendo muito ruim", diz ela, que deixou o serviço de auxiliar de limpeza quando a filha nasceu. "Só meu marido que pode trabalhar. Eu preciso cuidar dela. Tem muito gasto e muita atenção."
O problema é que o marido também não consegue encontrar emprego e tem vivido com renda de "bicos" em Colombo, no Paraná.
"Quando consigo bico, eu faço: ajudante de pedreiro, técnico em informática, mas não dá pra contar", disse Vitor Hugo.
A família mora nos fundos do terreno do pai de Vitor Hugo, que tem ajudado com alimentação e até com a água da casa.
"Eu conheço gente que consegue ficar no auxílio doença porque perdeu uma unha. Aí a gente realmente precisa e não consegue resposta. Não entendo esse tipo de injustiça."
Fonte: G1 - 13/05/2019

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Aposentado vai poder pedir revisão e recurso pela internet

Aposentado vai poder pedir revisão e recurso pela internet

Publicado em 13/05/2019 , por Martha Imenes
Mudança entra em vigor na próxima segunda-feira. Especialistas fazem ressalvas
Rio - Os aposentados e pensionistas do INSS que tiverem que entrar com pedido de revisão ou recurso no instituto, ou até mesmo cópia de processos, vão poder fazer esses serviços pela internet, no site Meu INSS. A partir de segunda-feira (13) os segurados que não concordarem com o valor do benefício ou com a decisão do INSS em relação a algum pedido será atendido à distância e somente irá ao posto se for necessário, informou o INSS.
É importante ressaltar que para ter acesso ao Meu INSS é preciso criar login e senha.   A senha inicial para acesso ao Meu INSS pode ser obtida no próprio site/app, ou por meio do Internet Banking da rede credenciada (Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa, Itaú, Mercantil do Brasil, Santander, Sicoob, Sicredi). O telefone para tirar dúvidas é o 135.

"Estes serviços representam uma média de mais de 70 mil atendimentos presenciais por mês. Agora poderão ser realizados sem sair de casa, o que proporcionará mais conforto e economia ao cidadão que não precisará se deslocar até uma agência - inclusive em outras cidades - para acessar os serviços", informou a autarquia, em nota. A expectativa é de que no Rio pelo menos 8.049 pessoas deixem de ser atendidas pelo menos uma vez no posto, informou o INSS. 
A medida, vista como um avanço pela autarquia, é criticada por especialistas, que veem a decisão de jogar esses serviços para o ambiente digital como "cerceamento de defesa" para o segurado. "Vai obrigar o segurado a contratar alguém para fazer esse tipo de serviço, pois muitos não têm acesso à internet e encontram dificuldade para preencher os formulários", adverte Guilherme Portanova, advogado da Federação das Associações de Aposentados do Estado do Rio de Janeiro (Faaperj).  
Já Adriane Bramante, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), adverte que o INSS não pode tirar o atendimento presencial na agência. "Acredito que o que o INSS pretende é ampliar o rol de serviços para o segurado", avalia a advogada. Inclusive, acrescenta, há uma recomendação do Ministério Público de que a autarquia tem que ampliar o atendimento para atender a demanda.   De acordo com o presidente da autarquia, outras mudanças na forma de prestação dos serviços serão realizadas nos próximos dias.
"Essas entregas apenas foram possíveis em razão de uma inédita parceria institucional entre INSS, Dataprev, Secretaria de Governo Digital e Secretaria Especial de Modernização do Estado da Presidência, em que juntos, a partir de uma sinergia que beneficiará especialmente o cidadão brasileiro, promoverão a transformação digital do INSS e de todo governo federal", afirmou o presidente do INSS, Renato Vieira.  
Veja como criar senha e login na internet
Para criar login e senha no site www.meu.inss.gov.br é preciso ter em mãos carteiras de trabalho, contracheques, além de documentos pessoais, como identidade e CPF. Dica: Ao final de cada passo marque a opção "não sou um robô" para passar à tela seguinte. Ao acessar o portal, logo na primeira página, escolha a opção "login" no topo ao lado direito da tela.   Em seguida abrirá uma janela do cidadão.br, página de cadastro do governo federal. Nela, clique no botão "primeiro acesso".
Na página seguinte, assinale "cadastre-se" que fica do lado direito da tela.  
A próxima página vai pedir CPF, nome completo, data de nascimento, nome da mãe e naturalidade para fazer o login. Após preencher todas as informações, clique em "próximo".  
Neste acesso, são feitas cinco perguntas sobre o histórico previdenciário. Após esse passo, é gerado um Código de Acesso, que será trocado por uma senha pelo próprio trabalhador. Ao final desse passo, clicar em "próximo".
O site pedirá permissão para que os dados sejam usados no Meu INSS. Escolha "autorizo" para prosseguir. Feito, agora todos os serviços podem ser acessados pelo computador.
Fonte: O Dia Online - 11/05/2019

Avianca atrasa salários, vale-refeição e rescisões, afirmam funcionários

Avianca atrasa salários, vale-refeição e rescisões, afirmam funcionários

Publicado em 13/05/2019 , por Ivan Martínez-Vargas
Empregados também se queixam de ameaças de demissão por justa causa; companhia diz que acertará as contas até dia 17
Perto de completar seus 55 anos, Maria gasta cerca de R$ 1.000 mensais com o tratamento médico para uma deficiência física. Seu salário na Avianca Brasil, onde é atendente de call center, é de R$ 1.350.
O valor sempre foi pouco para suas despesas, complementadas pelos honorários do marido e pela ajuda mensal de seus dois filhos adultos.
Mas a situação piorou em fevereiro, quando a Avianca, que está em recuperação judicial, passou a atrasar o pagamento de salários e benefícios como o vale-alimentação.
Em março, ela percebeu que, apesar de descontar o valor do INSS no contracheque, a empresa não fazia os depósitos. Constatou, também, que a Avianca não depositava mais o FGTS.
Foi a gota d’água. Precisou ser levada ao psiquiatra devido a crise de estresse. Em abril, entrou de licença e, no início de maio, descobriu que o salário referente ao mês não foi pago.
Maria é um nome fictício, como outros da reportagem, mas a história é real. Foi narrada à Folha na condição de anonimato. Ela é um dos 4.600 funcionários da companhia aérea —segundo os sindicatos de trabalhadores no setor, pois a Avianca não informou à reportagem.
Contas atrasadas, pedidos de ajuda a familiares e amigos, bicos para conseguir se manter e ameaças por parte dos chefes em caso de faltas têm sido a rotina dos funcionários, segundo os próprios.
Eles relatam uma situação de incerteza e desinformação. Além do não pagamento de honorários, a marca tem deixado de pagar até rescisão de alguns de seus demitidos.
Robson, que pediu demissão em abril após dois anos na empresa, em São Paulo, demorou um mês para homologar a saída. Desde que deixou o posto de atendimento a agências de viagem, passou a ser motorista de Uber.
Clara trabalha na operação da empresa no aeroporto de Florianópolis, desativada depois que a Avianca perdeu a maioria dos aviões de sua frota por dívidas com empresas de leasing. Das 50 aeronaves que a companhia tinha no início do ano, sobraram 5.
A funcionária é uma entre 16 remanescentes da equipe, que, segundo ela, chegou a ter 56 pessoas. Os atrasos no vale-refeição dela começaram em fevereiro. Em abril, seu salário atrasou e ela não conseguiu pagar a prestação do financiamento do carro em dia.
Joana, funcionária em São Paulo, deixou de ir ao trabalho na semana passada. Na terça (7), participou de uma manifestação organizada no aeroporto de Congonhas pelo sindicato dos aeroviários. Ela relata ameaças de demissão por justa causa por parte dos chefes.
“A empresa tem advertido quem falta por atrasos nos pagamentos. Em Guarulhos, soubemos que chegaram a demitir por justa causa quem fez isso”, diz Reginaldo Mandú, presidente do sindicato.
No caso de pilotos e comissários, segundo Ondino Dutra, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, os profissionais, além de estarem sem salário, não têm recebido a diária de alimentação.
Procurada, a Avianca não quis se manifestar, mas emitiu comunicado aos funcionários na sexta (10), após o Ministério Público do Trabalho de São Paulo determinar que esclarecesse quando pagará os débitos trabalhistas.
No documento, a empresa diz que contava com a realização do leilão de seus ativos, previsto para o dia 7, mas suspenso pela Justiça a pedido de uma credora da Avianca.
Afirma ainda que tenta liberar “créditos que detém junto a instituições financeiras, oriundos de vendas realizadas através de cartões de crédito”, e se compromete a paga
Fonte: Folha Online - 12/05/2019

Golpistas roubam contas de WhatsApp com torpedos e ligações; saiba como se proteger Publicado em 13/05/2019 , por Altieres Rohr

Golpistas roubam contas de WhatsApp com torpedos e ligações; saiba como se proteger

Publicado em 13/05/2019 , por Altieres Rohr
Hackers se aproveitam de informações públicas para convencer vítimas a informar o código de ativação do aplicativo.

O blog Segurança Digital recebeu relatos de leitores que elucidam algumas das técnicas utilizadas por golpistas para conseguir convencer as vítimas a informar o número de confirmação do WhatsApp e com isso ativar o aplicativo em outro telefone, roubando a conta para tentar aplicar golpes em contatos.
Os criminosos podem se aproveitar de informações públicas, como anúncios na web, e enviar mensagens falsas em nome dos serviços. Isso faz a vítima pensar que um serviço que ela de fato usa está solicitando alguma verificação de conta. Porém, nesse momento, o criminoso já iniciou o processo de ativação do WhatsApp em outro celular.
O diferencial das fraudes realizadas dessa maneira é que elas não envolvem o roubo da própria linha de telefonia celular, apenas o WhatsApp.
Para ativar o WhatsApp em um celular, basta informar o código recebido por torpedo SMS. Em uma ativação regular, o torpedo é recebido no mesmo celular em que o WhatsApp será ativado. Contudo, o WhatsApp também pode ser ativado em outro aparelho — inclusive um aparelho sem chip de telefonia — desde que seja digitado o código enviado ao número informado na ativação.
Os criminosos iniciam o processo de ativação informando o número de suas vítimas. Ao mesmo tempo, eles podem telefonar para a vítima ou enviar mensagens SMS informando sobre alguma verificação ou atualização de cadastro. Quando a vítima checar sua caixa de mensagens, lá estará o código de ativação do WhatsApp.
Se esse número for informado ao golpista, seja por SMS ou outro meio, ele conseguirá finalizar a ativação e o WhatsApp será desativado no telefone da vítima.

Verificação em duas etapas 'inimiga'

Para coibir golpes que envolvem o roubo da linha telefônica, o WhatsApp criou a verificação em duas etapas. Quando ela está configurada, é preciso digitar uma senha para confirmar a ativação e o código recebido por torpedo, sozinho, não basta.

Os criminosos estão utilizando esse recurso de segurança para impedir que as vítimas da fraude recuperem suas contas. Após o WhatsApp ser roubado, eles configuram a verificação de duas etapas na conta.

Quando a vítima tentar reativar o WhatsApp do seu próprio número em seu telefone, será solicitada a senha criada pelos criminosos. Isso impossibilita a recuperação da conta.

Como se proteger

A verificação em duas etapas adotada pelo WhatsApp é muito útil para aumentar a proteção da conta se for usada pelo próprio dono da linha. Como o PIN configurado precisa ser digitado regularmente (e não apenas ao ativar a conta), a chance de você se esquecer da senha é menor.
É importante que a senha não seja uma informação pessoal (como o a data de nascimento) e, principalmente, não use os próprios números do seu telefone.
Códigos de autenticação recebidos por SMS não devem ser compartilhados por nenhum meio. Eles devem ser apenas fornecidos aos serviços que os solicitaram, seja em um aplicativo ou em um site da web, e não por telefone, e-mail ou SMS. Também deve ser verificado que o código pertence ao mesmo serviço: o WhatsApp, por exemplo, identifica a origem da mensagem.
A configuração da senha no WhatsApp diminui o risco de um pequeno momento de desatenção acarretar no roubo total da conta, porque vai impedir que o criminoso ative o seu WhatsApp no celular dele, mesmo que você tenha fornecido o número de confirmação por acidente ou que sua linha tenha sido roubada.

O blog perguntou ao WhatsApp quais são as orientações para as vítimas que perderam seu número com esses golpes. A empresa não forneceu uma resposta até a publicação desta reportagem.
Fonte: G1 - 10/05/2019